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10 filmes que não veremos um remake

Todos sabem que clássicos são clássicos, ainda mais em filmes que marcaram época nos cinemas.

Mas estamos num momento mundial que nem tudo é aceito tão facilmente.

E o Vento Levou – A HBO Max diz que eventualmente restaurará o filme vencedor do Oscar para o serviço, mas com “contexto e enquadramento”. Teremos avisos antes da exibição do filme?

Os cofres de Hollywood estão cheios de filmes que poderiam ter avisos de isenção de responsabilidade sobre representações desatualizadas de raça, sexualidade, deficiência e muito mais.

Os filmes mais citados como racistas, é claro, são “Nascimento de uma nação” e “Canção do sul”.

Mas a variedade de filmes problemáticos é ampla, incluindo “Breakfast at Tiffany’s” (o papel estereotipado de Mickey Rooney como um japonês é terrível), “West Side Story” (os porto-riquenhos são mostrados quase apenas como membros de gangues) e o drama de escravos de 1975″Mandingo”.

Todos os filmes devem ser vistos com um olhar crítico, mas isso não significa bani-los.

Esses filmes representam a época em que foram feitos e é importante lembrar a história – e o fanatismo e a insensibilidade humanos – para não repetirmos essas coisas.

Aqui listamos…

10 filmes que não veremos um remake

1 – Dirty Harry

dirty harry
DIRTY HARRY • 1971 • DIR: SIEGEL, DON

O tenente Harry Callahan, do Departamento de Polícia de São Francisco, está determinado a defender a lei, mesmo que ele tenha que infringir as regras. Começou uma mania de filmes sobre policiais dissidentes que fazem o trabalho seguindo seus instintos e não a lei. O filme zomba de juízes liberais e benfeitores, e o vilão reivindica a brutalidade policial, plantando a semente de que outras acusações desse tipo são movimentos falsos para obter simpatia.

2 – Forrest Gump

Forrest Gump - 1994
Forrest Gump – 1994

“Forrest Gump” foi feito por pessoas inteligentes, ganhou seis Oscars e é amado por muitos. Enquanto o filme é condescendente com qualquer pessoa com deficiência, os veterinários do Vietnã e as pessoas com AIDS, entre outros, na verdade são hostis a manifestantes, ativistas e contracultura. Como bônus, o personagem-título “adorável” Nathan Bedford Forrest recebeu o nome de seu avô, o primeiro grande mago da Ku Klux Klan.

3 – Indiana Jones e o Templo da Perdição

indiana Jones - 1984
Indiana Jones – 1984

Steven Spielberg e George Lucas são cineastas compassivos, mas esse filme foi longe demais ao tentar reproduzir o clima das séries de ação dos anos 30. Como aqueles filmes antigos, os vilões “exóticos” são retratados como estrangeiros primitivos e sedentos de sangue, resultando em representações negativas e estereotipadas da Índia e dos costumes hindus.

4 – Me Before You

Me Before You
Me Before You – 2016

Este é o filme menos icônico da lista, mas vale a pena listar porque é muito insensível. “Me Before You” é um romance sobre um homem (Sam Claflin) que fica paralisado após um acidente e se apaixona por sua nova companheira (Emilia Clarke de “Game of Thrones”).

Ele pede que ela viva sua vida ao máximo, em vez de viver “meia vida” com ele.

Então ele se mata, apresentando a ideia de que o suicídio é melhor do que a vida com uma deficiência.

Putz!

5 – Era uma Vez em Hollywood

“Once Upon a Time in Hollywood” (2019)
“Once Upon a Time in Hollywood” (2019)

Quentin Tarantino é adorado por cinéfilos, e os astros Leonardo DiCaprio e Brad Pitt são carismáticos e talentosos.

Portanto, é fácil ignorar as mensagens regressivas do filme.

Trata-se de dois homens brancos de meia-idade que anseiam pelos velhos tempos em Hollywood; em outras palavras, MHGA (Make Hollywood Great Again).

O filme se passa em 1969, quando alguns americanos sentiram que o status quo estava sendo ameaçado por minorias, hippies e mulheres recém-libertadas.

Desde a controversa representação de Bruce Lee – uma das raras estrelas asiáticas de Hollywood – até o fato de os negros parecerem inexistentes e os “mexicanos”, como são chamados no filme, serem manobristas ou garçonetes, o filme de Tarantino parece tem vários pontos cegos.

E a agenda da supremacia branca de Charles Manson é ignorada.

6 – The Children’s Hour

“The Children’s Hour” (1961)
“The Children’s Hour” (1961)

Baseado em uma peça da ativista liberal Lillian Hellman, esse drama abordou um assunto que antes era tabu.

Duas professoras (Shirley MacLaine e Audrey Hepburn) ficam horrorizadas quando um aluno malcriado as acusa de serem lésbicas.

Eventualmente, uma das professoras confessou que ela tem sentimentos lésbicos e, em seguida, faz algo que é apresentado como inevitável: ela se mata.

O filme deu o tom para representações de pessoas LGBT por décadas, mostrando-as como auto-aversas, lamentáveis e pervertidas.

7 – The Searchers

“The Searchers” (1956)
“The Searchers” (1956)

John Wayne interpreta um veterano da Guerra Civil (do lado confederado!) Que faz uma procura de cinco anos por sua sobrinha que foi sequestrada pelos comanches.

O personagem de Wayne, Ethan Edwards, é um racista sem desculpas que vê todos os nativos americanos como menos que humanos.

O reverenciado diretor John Ford criou um filme fisicamente bonito que inspirou um debate em andamento.

Os fãs veem os “pesquisadores” como um estudo sóbrio do fanatismo; os detratores dizem que é impossível ignorar o fato de que os nativos americanos são retratados como selvagens ou cômicos.

O que você pensa, “Pesquisadores” é o epítome de um filme problemático e deve ser exibido com discussões.

8 – Silêncio dos Inocentes

Silêncio dos Inocentes
ilêncio dos Inocentes – 1989

“Psicose”, de Alfred Hitchcock, foi pioneiro na idéia de um assassino de travestis, uma imagem que Hollywood usou com frequência ao longo dos anos, muitas vezes com um final surpreendente.

Nas cenas finais, “Psicose” diz que Norman Bates não é um “travesti”.

Da mesma forma, Jonathan Demme (diretor premiado com o Oscar por Silêncio dos Inocentes) se esforça em dizer que Buffalo Bill (Ted Levine) não é trans, mas o público se lembra da maquiagem das mulheres, de seu pequeno poodle e do fato de que ele afasta seus genitais masculinos para parecer feminino.

9 – Holiday Inn

Holiday Inn
Holiday Inn – 1942

O filme se concentra em uma dupla (Bing Crosby e Fred Astaire) que administra um hotel que está aberto apenas para férias. Assim, o filme é revivido com frequência ao longo do ano.

Algumas versões cortaram a cena em que Crosby canta misteriosamente “Abraham” em blackface para comemorar o aniversário de Abe Lincoln.

É um de uma longa linha de filmes de Hollywood em que as estrelas – Joan Crawford, Judy Garland, Shirley Temple, Astaire e, claro, Al Jolson, para citar alguns – se apresentam em blackface, e sempre são apresentadas como brincadeiras.

10 – True Lies

True Lies
True Lies – 1994

James Cameron é um cineasta raro: um contador de histórias brilhante e um verdadeiro visionário.

Mas mesmo um gênio pode dar um passo em falso.

O filme é divertido e tem algumas peças maravilhosas, mas os personagens árabes são fanáticos religiosos ou terroristas, ou ambos.

E ai?

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